Colunas - Temas Escolares


Seja Bem-Vindo a seção de Colunas da EMEF.PLÍNIO AYROSA/DRE-FÓ

Nesta seção, você poderá acessar inúmeros textos, voltados para pais, alunos e professores, com o objetivo de ampliar o conhecimento.

Câmara analisa projeto de lei que pune violência contra o professor

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino. 

Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente. 

A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.  

Indisciplina
De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Quando eu era estudante do ensino médio, os meus professores me serviam de referência, era possível ser amiga deles. Ao mesmo tempo em que podíamos brincar com eles, havia um respeito enorme por aqueles que nos ensinavam um pouco mais dia a dia. É muito triste perceber que o desrespeito e a violência ao professor imperam no dia de hoje.
 




A passagem da infância à adolescencia.

Estratégias para acompanhar
Este artigo inaugura um espaço para pensar sobre o adolescente e aumentar a possibilidade de acompanhá-lo durante a crise que chamamos “crescer”.
adolescentesA adolescência é uma etapa crucial no desenvolvimento do indivíduo, caracterizada por posturas de conduta e de pensamento extremadas, mutáveis e flutuantes que dão a esse período um aspecto de turbulência.
Na passagem do adolescente para idade adulta, vive-se uma série de conflitos internos que se refletem de diversas maneiras no comportamento, atitude e relações interpessoais.
Todas as características da personalidade do adolescente, que às vezes podem parecer estranhas, são mecanismos que a personalidade assume como defesa contra a angústia provocada pela difícil transição para a idade adulta. Essas diferentes manifestações podem ou não ser classificadas de acordo com a função adaptativa que realizem no desenvolvimento e na integração da personalidade do indivíduo.
          Alguns desses mecanismos são apropriados, como o interesse pelos esportes, a intelectualização, a sublimação através da arte, a participação em grupos ecológicos ou de música. Outros, porém, são completamente indesejáveis, como as manifestações violentas, o fracasso escolar, o repúdio ao núcleo familiar ou a submissão a grupos de fanáticos, bandidos, ao álcool ou às drogas.
          Entre esses dois extremos, outras manifestações são encontradas, tais como o horror à banalidade, a propensão a fazer de si mesmo alguém excepcional e único, o gosto pelo excêntrico, a tendência de querer reformar o mundo ou a indiferença extrema a tudo o que o rodeia. O isolamento em relação às atividades familiares e sociais, os problemas referentes à imagem corporal, as condutas alimentares inadequadas, a dificuldade para expressar os conflitos e/ou dilemas, os problemas para relacionar-se com o sexo oposto, a resistência às atividades intelectuais, a depressão mascarada com formas de isolamento ou violência, a desconfiança consigo mesmo e os sentimentos de desânimo também são expressões das angústias pelas quais o adolescente passa.
          Todas as manifestações citadas anteriormente são a expressão mais genuína das dificuldades pelas quais o adolescente passa no seu processo de adaptação à idade adulta e a justificativa mais clara e simples da necessidade imperativa de criar espaços terapêuticos e formadores, onde possamos acompanhar e orientar tanto o adolescente como a família na passagem por essa crise.
          Os adolescentes têm uma especial predisposição para sofrer depressão. A adolescência é marcada por um movimento constante das emoções, de dúvidas e incertezas. Não obstante, essa etapa geralmente é superada sem maiores problemas. Em determinados casos ocorrem alterações da conduta que podem representar um estado depressivo subjacente, evidenciado pela rebeldia, isolamento acentuado, insônia, fadiga incomum e dificuldade para concentrar-se. Muitas vezes pais e professores não identificam a tempo tais condutas, e o quadro pode se tornar crônico ou mesmo levar os jovens a refugiar-se nas drogas e no álcool.
          Os adolescentes me enternecem muito. Meus amigos dizem que é porque não tenho filhos, não sei. O fato é que essas figuras compridas, deselegantes e desajeitadas que entram no meu consultório, com um olhar apreensivo e obrigadas pelos pais, me ensinam mais do mundo do que muitos livros e cursos. O adolescente é um rapazinho ou uma mocinha no último período de formação repleto de lutas internas para encontrar-se em um mundo caótico e em uma família que nem sequer intui ou assimila o que ele vive. São obrigados a conviver com mães angustiadas porque vão envolver-se com drogas, ou porque escolheram a música ao invés da medicina, ou porque passam muito tempo com os amigos. Estamos falando de meninos grandes, quase adultos, ansiosos por uma sexualidade que estão começando a sentir e aflitos com a necessidade de atuar diante de um entorno hostil que não oferece explicações e, além disso, os julga. São indivíduos complicados, profundos, cheios de angústias existenciais, pequenos filósofos ateus que estão descobrindo o mundo, seu mundo, seu corpo, seus sentidos, suas dores.
          Aprendi, durante todos estes anos como terapeuta, que grandes discursos não são suficientes para convencer um jovem de que o moicano punk não é fundamental para argumentar um conceito e que se envolver em confusões com todo mundo é um gasto desnecessário de energia. Agora sei que, com uma atitude receptiva, cortês e aberta posso ganhar sua confiança. Nunca faço acordos contra os pais, mesmo que no momento de confrontá-los muitos opinem o contrário. Apenas trato os adolescentes com respeito e com afeto. Nada mais.
Sempre sou sincera e sempre me entendem. Não tento manipulá-los nem permito ser manipulada, porque sou consciente de que deve existir respeito mútuo para que exista confiança. Reconheço os seus esforços, legitimo as suas lutas e tento aceitar as suas ideias com serenidade e sem julgamentos. Da mesma maneira, sendo franca e forte, sinalizo os seus erros de critério e explico a inutilidade de algumas de suas condutas de rebeldia. Eles entendem, admiram e respeitam o fato de ter uma figura que acredita e os ajuda a se autorregular a partir do convencimento do seu próprio valor.
          Os adolescentes são muito inteligentes. Fazem bobagens apenas quando seu inconsciente se revela indignado pela injustiça de uma situação ou por um julgamento errado. Entretanto, do mesmo modo, são capazes de entender que o bom caminho é o melhor e que fazer as coisas bem é mais fácil. No entanto, para poder chegar até eles com essa mensagem, é indispensável aceitá-los, respeitá-los e amá-los, senão qualquer tentativa será em vão.

Juliana Vilate Quevedo.
        

TEXTO 1

Por que a escola precisa ensinar cidadania



     
           




RUTH DE AQUINO
é diretora da sucursal de ÉPOCA
no Rio de Janeiro
       
       

         Alunos nas escolas britânicas aprenderão uma nova lição: não bater em mulheres e meninas. Por ano, na Grã-Bretanha, 1 milhão de mulheres sofrem ao menos um episódio de violência doméstica, e 750 mil crianças são testemunhas. A aula estará no currículo obrigatório para crianças a partir de 5 anos. Formar os valores do indivíduo, dar noções de cidadania... é papel da escola ou da família?
         Do jeito como as coisas andam, por mais que eu defenda a soberania individual, sou a favor de aulas de cidadania. É um terreno pantanoso. Não se fala aqui da antiga aula de moral e cívica, de assustadora lembrança. Mas de noções de convívio pacífico, não discriminação racial ou sexual, respeito ao meio ambiente, ao vizinho e aos idosos, e alertas para o abuso de álcool, drogas, armas, e contra a violência em casa, no trânsito, na rua, na sala de aula.
          Não deveria ser papel dos pais? Ao atribuir à escola parte da responsabilidade pela formação do cidadão, não estaríamos passando atestado da falência da família? Não são os pais que devem ensinar o certo e o errado, de acordo com seus princípios morais e éticos? Teoricamente, sim. Mas, como pais, cumprimos nosso papel? A família moderna – em que pais e mães trabalham dez horas por dia e dedicam pouco tempo aos filhos, ou se divorciam numa velocidade maior do que se casam – é autossuficiente para formar cidadãos responsáveis? A sociedade tem contribuído positivamente para mostrar à criança a fronteira da liberdade que não incomoda o outro? Quando se fala em defesa da cidadania, logo se pensa em sair às ruas e exigir nossos direitos. E os deveres de cada um? Quem é o guardião – precisamos de guardiães?
          Uma tragédia ocorrida em Belo Horizonte na quinta-feira demonstra a impotência de famílias que não sabem a quem apelar quando os filhos se viciam e se tornam agressivos. Bruno Guimarães, de 29 anos, que já havia sido internado seis vezes para desintoxicação, foi morto com 12 tiros por três PMs em sua própria casa. Quem chamou a polícia foi o pai. Bruno e amigos consumiam crack e cocaína. Os PMs arrombaram o quarto, e o rapaz atacou um PM com uma faca. Balas de borracha não surtiram efeito, e o PM descontrolado disparou 12 tiros com uma pistola 40. Doze tiros! Fica claro para os pais que chamar a PM para conter um filho drogado não é opção. Não é desse tipo de “guardião” que as famílias precisam.

Teoricamente, caberia aos pais educar seus filhos.
Mas ninguém pode dar conta dessa tarefa sozinho.

         Podemos criar uma sociedade menos violenta? Dois estudos divulgados na terça-feira, em São Paulo, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelaram que 55% dos jovens dizem ter visto corpos de pessoas assassinadas no último ano. Sabemos que não são as famílias sozinhas, ou as escolas – sem condições de ensinar direito nem português e matemática –, que darão jeito nisso. Falta um foco obsessivo do Estado na educação ampla e irrestrita.
           Até que ponto escolas e famílias podem criar uma parceria saudável? Na Grã-Bretanha, pais reagiram ao curso contra a violência doméstica. Uma mãe disse que o governo deveria se concentrar em ensinar as crianças a ler e escrever, e parar de interferir em como os pais criam seus filhos. O primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, disse que “a violência contra mulheres e meninas é uma obscenidade, por isso as escolas tentarão mudar atitudes enraizadas desde a infância”.           
        Na América Latina, é pior. Um estudo da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) mostrou que a violência do parceiro atinge 40% das mulheres: “De pancadas a ameaças de morte, acompanhadas por forte violência psicológica e às vezes também sexual”.
           Até que ponto o Estado ajuda ou prejudica? É contribuição ou intromissão? Complicado. Sou favorável à Lei Seca, à proibição do fumo em lugares fechados, à adoção de uma educação ambiental desde cedo. Sou totalmente contra apostilas e livros com viés ideológico, que santificam ou demonizam personagens históricos para fazer a cabeça da criançada. Também acho abuso injustificável usar escolas laicas para pregações religiosas.
           Mas acredito que a criação de uma cultura cidadã é responsabilidade de todos. Pais, escolas, Estado.


TEXTO 2

Coisas simples que ajudam seus filhos a aprenderem

           Pais e encarregados de cuidar das crianças, são pessoas muito ocupadas. Cheias de responsabilidades, emprego fora de casa, roupa para lavar, casa para cuidar, etc.
No entanto, por mais ocupados que possam ser, eis aqui um monte de coisas que elas podem fazer, sem atrapalhar seus afazeres corriqueiros, e que vai auxiliar suas crianças pequenas a se prepararem melhor para enfrentar a Escola. Como as pessoas não estão dispostas a deixarem sua rotina diária de lado para se dedicarem às suas crianças, eis aqui algumas sugestões.
           São Pequenas coisas que tem um grande efeito. A maioria destas coisas custam pouco ou nada, e podem ser feitas sem alterar o ritmo de sua rotina diária.
Veja então a seguir, 15 Coisas Simples que qualquer Pai ou responsável pode fazer para ajudar seus filhos a aprenderem mais.
Escute-os e preste mais atenção aos seus problemas ou probleminhas;
Leia com eles;
           Conte-lhes histórias da família;
          - Limite seu tempo de ver televisão ou no computador;
          - Tenha sempre livros e outros materiais de leitura espalhados pela casa;
          - Ajude-os a encontrar "aquelas palavras" no dicionário;
          - Motive-os a usar e consultar uma Enciclopédia, ao invés de pegar tudo pronto;
          - Compartilhe suas histórias, Poemas e Canções favoritas com eles;
          - Leve-os à Biblioteca para que tenham seu próprio cartão de acesso aos livros;
          - Leve-os aos Museus e Lugares Históricos, sempre que possível;
          - Discuta as novidades do dia ou o que achar que é mais interessante com eles;
          - Explore as coisas junto com eles e aprenda sobre plantas, animais, história e geografia, etc.;
          - Ache um lugar sossegado para eles estudarem;
          - Faça sempre uma revisão nas suas tarefas de casa;
          - Mantenha sempre contato com seus professores.

Fonte:U.S. Department of Education/Helping Your Child Get Ready For School seriesAdaptação: Site de Dicas